Mulheres têm mais problemas de sono, aponta pesquisa brasileira

Nova York (Reuters Health) – Mais mulheres do que homens têm problemas para dormir, e as pessoas de ambos os sexos com insônia têm percepção de pior qualidade de vida, de acordo com um estudo feito em São Paulo, Brasil.

Os resultados, apresentados em 09 de junho no Sleep 2019, a reunião anual da Associated Professional Sleep Societies em San Antonio, Texas (EUA), podem refletir os padrões do sono urbano em todo o mundo, dizem os especialistas.

“Quando se trata de qualidade de vida e do sono, é importante cuidar da saúde, considerando os múltiplos aspectos relacionados com os problemas de sono. Assim, a abordagem multiprofissional, como também a utilização de práticas integrativas e complementares, são ferramentas importantes para alcançar este objetivo”, disse o principal autor Dr. Leandro Lucena, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), por e-mail à Reuters Health.

Dr. Lucena e colaboradores recrutaram 1.042 adultos voluntários para representar a população de São Paulo. Eles avaliaram os seus padrões de sono por meio de polissonografia e a percepção de qualidade de vida deles com a versão abreviada da Escala de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde.

Menos mulheres (33,3%) do que homens (42,1%) “dormiam bem”, conforme definido pelos critérios da 4ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.

Os homens (47,2%) e as mulheres (48,6%) tinham uma taxa semelhante de sinais e sintomas de insônia, porém mais mulheres tinham síndrome da insônia: 18,1% versus 10,7%. As pessoas com insônia referiram pior qualidade de vida do que as que dormiam bem.

Os pesquisadores diferenciaram os sinais e sintomas da síndrome de insônia pelo fato de a falta de sono interferir ou não nas atividades diárias.

O estilo de vida é um fator de qualidade de sono, sugerindo que esses achados possam ser semelhantes em outras cidades, disse o Dr. Leandro.

A conclusão do estudo da relação entre a insônia e a qualidade de vida reflete também as pesquisas em todo o mundo, disse a Dra. Jennifer Martin, especialista em medicina comportamental do sono na University of California, em Los Angeles, que não participou do estudo.

“Os resultados deste estudo sugerem que a má qualidade do sono é um problema mundial, e não apenas um problema nos EUA. O impacto da insônia na qualidade de vida também é semelhante ao encontrado em outros países”, disse a Dra. Jennifer à Reuters Health por e-mail.

 

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